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Mostrando postagens de Agosto, 2010

... e elas continuam abertas, a irrigar todo o sistema

Mais uma vez o capital exala seu odor. Uma TV ligada no jornal noturno e um livro (o autor? fácil imaginar!) aberto sobre a cama do meu quarto. Este foi o cenário. Eis que me deparo com a chamada: chacina no México, 72 pessoas são mortas por narcotraficantes. Em no máximo 3 minutos todos os principais dados foram transmitidos por aquela que se auto-intitula locus da credibilidade jornalística. Durante a semana, os principais jornais divulgavam constantemente “novidades” sobre o massacre. Foi então que senti como se estivesse vivendo um dèjávu. A história se repetia! Com nova roupagem, de fato, mas seu conteúdo... sim, eu tinha razão! Segundo o embaixador do Brasil no México, Sérgio Florêncio, "Esses conflitos fronteiriços, de mexicanos ou de pessoas de outras nacionalidades, que tentam ingressar nos Estados Unidos, são recorrentes. O que é muito inusitado é um massacre com essas proporções, envolvendo 'nacionais' de tantos países". Ou seja, o fato só quebrou a normali…

Surpreender-me sempre com o rotineiro!

De pronto, dedico esse post aos que não mais se assombram com o cotidiano, aqueles que perderam a capacidade de se admirar e, ainda mais, de se incomodar com ele...  ... como se existissem milhares de pequenas agulhinhas a espetar meu corpo. É assim que sinto.  Peço desculpas se minhas idéias parecerem desconectas ou demasiado forçadas... quem sabe?! O fato é que tenho o hábito, não sei se bom, de juntar várias sensações em um determinado acontecimento do dia. É tão autônoma essa reação que a mim também me surpreende. Pois bem, mas sou uma mulher de poucas palavras, já percebi que se dou corda elas criam tamanha independência que, posteriormente, me causam rugas na testa. Por ser assim, já fui amavelmente (assim prefiro imaginar) apelidada de ala xiita. Vai saber neh... mas sabe de uma... acho que sou mesmo. E daí?! Bom, mas chega de rodar, rodar...
 Como os próximos sabem, sou professora (nd de tia, professora mesmo) de história (e como mão-de-obra superexplorada, também de filosofia). …

"Simples de coração"

Uma das sensações que me acompanham nos meus quase trinta anos é que levamos cinco dias esperando pelo sexto e sétimo e quando eles chegam... vrummm, já passaram! Outra coisa que tb aprendi foi aproveitar com força todos os momentos, com foooooooooooorça mesmo, pq até se for ruim eles vão deixar marcas. Entonces, nada melhor do que ter amigo(a)s para ir à forra 100%. Esse post é em homenagem às minhas poucas, mas leais amizades... com elas eu sou bem mais humana.
Bom, mas o fato é que se pudermos juntar amizades + boa comida/bebida, fechou! E esse findi foi muuito legal por isso. Comer uma barca jumbo com 66 peças (vale dizer que ñ fiz feio, comi feito gente grande) de comidinha crua em companhia de uma breja gelada e das minhas grandes amigas, não teve preço, não mesmo (ou melhor, até teve, mas isso a gente dá um jeito).
Celebração da amizade/1 (Eduardo Galeano - o livro dos abraços)
Nos subúrbios de Havana, chamam o amigo de minha terra ou meu sangue. Em Caracas, o amigo é minha pada ou …

Mas e quem disse que elas sempre têm razão?!

Conversando com um amigo sobre assuntos corriqueiros me veio na mente as frases célebres que mãe adora dizer (e como essas palavras ganham vida na boca de uma genitora): eu não falei! não me escuta! você não valoriza a sabedoria da sua mãe! É pro seu bem, obedece! Pois bem, mas a minha impertinente (ou pertinente, vai saber) recordação me levou a uma situação que ocorreu com a minha pequena pessoa anos atrás... época em que eu ainda tinha que acatar com certas regras, inclusive as alimentares... afinal, toda mãe tem diploma de pediatra, psicóloga, professora, lálálálá e nutricionista. E a minha adorava exercer essa última atividade. Era um fim de tarde, eu devia ter uns 12 anos, uma jovem manceba. Eu já tinha cumprido com o ritual diário de uma criança dessa idade (ao menos para aquelas minimamente em condições socio-econômicas aceitáveis): acordado cedo... e como era cedo; ido à escola ... estudado e brigado muito com os garotos; almoçado e tirado um cochilo. Estava agora na melhor par…

Pra começo de conversa

Da minha adolescência eu lembro mais coisas do que queria lembrar, mas tem uma que me veio à kbça há alguns dias... eu gostava de escrever!  O ato de transpor para o papel tudo que eu estava sentindo me deixava mais leve. Esse momento de intimidade com a simples folha em branco (geralmente ao pé da cama da minha mãe, nos poucos momentos de sono dela) me possibilitava não só um encontro com meus demônios, mas tb a exorcização deles. Era como se os deixasse presos (num simples bumm... de fechar o caderno), ao menos até um próximo encontro. Então, passados longos anos, eis que me deparo com uma necessidade tamanha de percorrer a ilha de sentimentos que me tomaram nos últimos tempos. Depois de muito pensar, concluo que a melhor maneira de fazer isso é trazendo à tona partes da Kahlo que há em mim. E é assim que nasce esse espaço, como objetivação/contretização de interrogações, exclamações e quase nenhum ponto final da minha vida. Para não traumatizar os poucos (ousadia?!) leitore(a)s, começ…