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De sabores, de cores e com nuvens de algodão


Se a verdadeira Kahlo, a Frida, estivesse viva, talvez não fosse a pintora cortante que foi. Ao invés de passar longos dias a se olhar por um espelho no teto, muito provavelmente ela teria aderido à moda do facebook, do msn e a tantos outros artifícios nem tão úteis assim oferecidos pela internet. Ufa! Ela salvou-se. O acidente sofrido lhe trouxe dores, trocas de gesso, cirurgias e mais cirurgias, mas também, uma inflamável forma de tocar fogo no mundo.

Eu, de cá, não tive a mesma sorte. O pé quebrado me trouxe problemas de trabalho, de locomoção, de coceiras noturnas difíceis de sanar e um tanto de outras coisas chatas nada legais de contar aqui. Ah, só pra constar, óbvio que não faço comparação alguma com o acidente sofrido por ela.

Mas vejam só como são as coisas, é mais ou menos um "eu que não fumo pedi um cigarro", porque eu que tinha saido do orkut, devido à tanta superficialidade e mesmice, depois de longos tempos de resistência, fiz uma conta no facebook. Mas faço como Oswaldo Montenegro, to falando isso, mas não era bem isso que queria dizer. Quero falar da parte boa, afinal, dessa situação, espremendo tem que sair algo. E sai sim!

Meu acervo de bons filmes e documentários (nunca os assisti tanto) deu uma boa crescida. Leio menos do que desejo, mas nem tão pouco assim. A janela do meu quarto é a fresta para meu contato com o sol (que toma meu quarto pelas tardes, e como toma..), com a noite, com a chuva (rara, é verdade), com a lua (nossa, vi uma tão linda certo dia!), com os moradores dos prédios vizinhos (caramba, como conversam potoca num volume estridente!).

Aluno(a)s, depois de um mês distante, reencontrá-los foi um misto de dor (física mesmo, pelo esforço seguido), tristeza, mas, majoritariamente, um apoio demonstrado por lágrimas de saudade, risadas por ver a professora manca e finalização de atividades letivas de forma magistral. Mataram a tia de orgulho!

Amiga(o)s - escrito desse jeito mesmo, porque elas predominam - sempre dispostas a me sacanear, me tirar a paciência (ah, não falei ainda, esse molho forçado tem me deixado ainda mais ranzinza, a ponto de eu me exergar como meu pai em vários momentos.) e, simultaneamente, me proporcionar largas e idiotas risadas. 

Botões, amigos sempre presentes. Os tenho convocado sempre que um ponto teima em não ser final.

Então, é isso!




Ela que não anda, atravessa a rua por páginas de livro.
Tem sede de álcool, de vida, de vivência.
Mas aprendeu que um passo, só se for depois do outro,
de preferência, sem saltos!!!!





   

Comentários

  1. postagens autobiográficas são sempre tão cheias de sensibilidade... ^^

    adorei o texto!

    =***

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  2. comichão e cocadinha! vucuvucuvucu....existem momentos dificeis, eles sempre existirão, só nos resta tirar proveito das coisas boas q intercalam os maus momentos ;)

    To contigo e nao abro....



    amoooooooooooooooo xaxaxaxaxaxaxaxa CRUCA28 do meu coração

    ResponderExcluir
  3. criativo. quanto mais próximo do real mais ficção ele parece. engraçado isso. bom, viu?

    ResponderExcluir

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