quarta-feira, 21 de março de 2012

A poesia da falta


Não há escárnio na dor
Há somente o esquecimento do amor
Por um minuto sequer
Se se pudesse ter
O prazer daquilo que não purifica a alma
Mas que, de tanto prurido, faz coçar, arder

Sou o ar indigesto da felicidade pueril
Sinto falta da poesia que me falta
Temo a ausência orgânica

O soro que percorre minhas veias não ventila meu peito



domingo, 4 de março de 2012

Cadência sim. Decadência, jamais!

Ó, meu amor, a ti devoto todo meu querer
No riso, na dor, no labor e, ainda mais, no amor
É nos teus braços que desejo me entregar
Num bailado quebrado, atrapalhado e nada ensaiado desejo rodar
Por esse salão tão meu, tão seu 
Que faz da minha vida mais vida 
E que leva junto conosco todos aqueles sorrateiros 
Que, ao menos por uma noite, se deixam levar


A mediocridade nos deixou, por pura birra. 
Teimando em ser burra por não gostar de sambar
E pra ela respondemos: 
- Vá ser burra sozinha, porque queremos mesmo é sambar!