terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Pulso


                                                                                                               

O escuro por não suportar o claro
Descer degraus por não conseguir subi-los

(...)

É a mente confrontada pelo espírito
                                                      ... como que um martelo à parede
... e ela cruzou mais uma rua ...  


Danou-se na danação do dia
E por lá ficou

(...)

O corpo eletrizado
E um pulso infeliz que não descansava-lhe os ouvidos
Ouve?
Mãos suadas, boca seca
Era o momento oportuno para uma dança
Tomou os pensamentos pelos braços, fechou os olhos e dançou

(...)

E o vento soprou
E o sol ardeu
E o chão rasgou-lhe as solas dos pés
Sangrou
Chorou, chorou, chorou

(...)

As lágrimas secaram em seu rosto
(...)
Ah, aquela música... 
(...)
E o sopro soprou-lhe maresia
Agradeceu
Bebeu
E devolveu ao mundo um sorriso vertiginoso.