quarta-feira, 4 de maio de 2011

Lacunas e cafunés



Fazia parte de seus dias as trelas, 
comer frutas dependurada em árvores,
também os machucões e as noites mal dormidas por conta desse ou daquele corte que lhe doía.
Mas sabe o que ela mais gostava? dos cafunés que surgiam entremeados pelas palmadas matinais, vespertinas, noturnas ou isso tudo.
Por mimo, medo do escuro, por pesadelo ou, ainda, medo do carão que a tia lhe deu por derrubar refrigerante naquele caderno verde de páginas amareladas que sempre rasgavam quando precisava usar a borracha... independente do motivo ela sempre estava lá, pronta para sentar no chão e por lá ficar horas e horas ao lado da cama da menina peralta. E era um cafuné primoroso...
... máquina alguma se assemelha!

Devia ser direito de todos: cafuné para começar bem o dia. Cafuné para aproveitar aquela noite chuvosa. Cafuné para se salvar dos pesadelos. 
Aposto que assim a vida seria mais colorida. 
As pessoas adoeceriam pura e simplesmente para ganhar cafuné e não ficariam saradas por um longo tempo.

Vida vai, vida vem e uma coisa me preocupa, 
faltam mãos no mercado ou saiu de moda se aprochegar num colinho bom?!

Ainda sim, era muito bom. Sinto os dedinhos até agora... 


Um comentário:

  1. dá vontade de chorar. hj eu to meio pra cafuné. nem que fosse cafuné simbólico. ser leoa o tempo todo demanda essas coisas...

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